A vida é realmente efémera. Num único suspiro, vai-se a alma e o corpo torna-se em algo inerte, inanimado... deixa de ter importância... Porque nada mais há ali.
É doloroso ver o quão rapidamente se vai a nossa energia, as nossas memórias, os nossos sentidos, os nossos desejos e vontades. Num segundo, perde-se tudo o que pensamos definir quem somos, tudo aquilo que julgávamos estar garantido, aquilo que nunca pensamos perder.
Mas não passamos de um grão de pó neste Universo e, nesse momento, apercebemo-nos da nossa insignificância, do quão pequeno é o tempo que passamos neste mundo, ainda que caminhar pela vida nos pareça uma eternidade.
Perdemos tempo a planear o futuro e a desejar o passado... A viver por entre memórias do que foi e visões do que poderá ser, mas nunca realmente é.
Quão cruel é pensar que nada valemos na nossa forma, não perfeita... O que realmente vale nesta vida?
Falamos uma e outra vez, principalmente nesses momentos mais melancólicos, que iremos aproveitar a vida até ao último segundo e, no entanto, aproveitamos todas as oportunidades para nos deixarmos cair na vida rotineira em que tudo nos passa ao lado e em que damos sempre mais importância ao que vivemos e ao que queremos viver...
Não temos força para quebrar o vício que nos leva a deixar que os nossos sentidos adormeçam perante as dificuldades da vida... Deixamos que a nossa vontade se resigne ao que não podemos controlar e acabamos por perder aquilo que realmente importa... Apreciar a própria vida, o bater dos nossos corações, a amor e carinho que sentimos pelos nossos e esquecemos que um momento é isso mesmo, um momento. No futuro, não conseguiremos recordar o que se passou ou o que fizemos, mas sim com quem vivemos todos os mesmos momentos marcantes que nos permitiram chega àquele ponto no nosso caminho...
3 motivos para continuar a escrever por aqui:
só fico imaginando o que te aconteceu e como você está para ter escrito isso. mas hoje também estou nesses dias.
adorei seu blog.
Bem, tu escreves lindamente...
E tens toda a razão, a vida é feita de momentos efémeros e, por muito que nos doa, temos que nos habituar a isso e aproveitar a felicidade quando ela nos sorri...
Isto deixa-me com a pulga atrás da orelha. Estás bem?
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